Nota

As intermitências da vida

No dia seguinte todos morreram.

E foi assim dia após dia. Todos morremos ao amanhecer, ao viver diariamente nossas vidas.

O garoto sentado ali no sofá, lamentando por um motivo qualquer é somente um ponto, numa areia mundana de vida que a Terra possui.

A teia de nossas vidas se interligam e desligam a todo momento, uma nova ligação surge no lugar. Um grande sistema nervoso mundial trabalha para que bilhões de “neurônios nervosos” estabeleçam-se ligados uns aos outros, mesmo quando um deles falhar.

E a família?

A família se esvai, se desfaz quando seu elo de ligação é rompido. Sua face frágil é posta a mostra e a teste, mostrando que a teia que liga a todos é muito mais frágil do que se imagina.

As células querem se movimentar, se desligar do câncer que surgiu e que o corrói lentamente por dentro, mesmo que por fora nada é mostrado, a vizinha que olha sempre por cima do muro, não tem habilidades suficientes para ver como a célula está podre.

A solução?

Mudança.

Um movimento muda tudo!

Ficar estagnado nas lamúrias leva o ser a fragmentação da alma.

Agir, rodar e disparar rumo a novas conexões. Acelerar o processo dos anticorpos que destroem o câncer que mesmo que outrora, fizeste parte do corpo maior, hoje é apenas um elemento estranho que precisa ser eliminado ou destruído. Jamais absorva-o!

Já a morte? Por que não falaste dela?

Pois ela é apenas uma pobre coitada, sentada em seu banco pacientemente esperando seu oficio, esperando que mais um elo seja rompido pela própria estupidez humana. Afinal a morte, é a maior das injustiçadas. Sempre fez o seu serviço bem feito, nunca atrasou nem adiantou um segundo de sua chegada.

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Galeria

Exposição Caio Mon Amour

Esse ano comecei com chave de ouro. Aproveitei minhas férias do trabalho e da faculdade para viajar. O roteiro escolhido? São Paulo!

A cidade brasileira que não para, cheia de atividades culturais e de movimento acelerado. Corre-corre pelas ruas, lotações e metrô. E foi nesse corre que parei na exposição “Caio Mon Amour”, uma exposição que mostra o amor pela visão do poeta brasileiro Caio Fernando Abreu.

Logo na entrada você pode ver uma máquina de escrever no centro, onde o visitante pode fazer parte da exposição, digitando seu próprio poema e deixando-o para expor. Temos também um mimeógrafo que imprimi textos do autor homenageado, dos quais você pode levar para casa. além de dezenas de fotos espalhadas pelo lugar que mostram o amor de diversas formas e um telão exibindo trechos de documentários sobre o autor. Num corredor ao fundo, em sua primeira parte, podemos ver fitas penduradas por toda sua extensão, mostrando mais um pouco de Caio, nelas vemos frases de suas obras em fitas amarelas. O corredor também é iluminado com um globo de balada e possui som ambiente. Já na segunda parte do corredor, temos uma parede preta com a frase:

O amor só acontece quando o homem aceita que também é bicho”.

Essa frase foi a que mais me chamou a atenção na exposição. Por fim, encerramos o corredor com uma imagem pintada na parede de um mapa “cartoonizado” da cidade com seus principais pontos turísticos em destaque. Textos do autor estão espalhados pelas paredes do Museu.

Vale muito a pena conferir se você estiver passando pela estação república.

A exposição “Caio Mon Amour” está acontecendo no “Museu da Diversidade” na estação República e a entrada é Free! A exposição vai até o dia 28 de janeiro.

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Sou eu assim, uma descoberta de mim mesmo.

Quem sou eu?

Sou um garoto “normal”
Sou aquele ali do canto da sala
Sou aquele que… “Como é mesmo o nome dele?”
O “NERD”, quietão, calado demais! Isso pra não dizer o antissocial…

Sou o velho de menor idade.
Sou inteligente, mas não sei aproveitar
Sou o cara que cresceu, mas não larga dos jogos infantis!
O infantil de infância inquietante, incômoda, que prefere deixar pra lá!

Bonecos, teclado, cachorro
Caneta, escola, ovo
Jogos, livros, música
Confusão, confusão, confusão

Sou medroso
Sou corajoso quando preciso
Sou o brincalhão da boca fechada
O faz-tudo que faz-para-todos.

Sou o cara apaixonado
Porém com medo do amor
Sou aquele apaixonado por você
Seja você… quem for.

Quando o antissocial tem que socializar

Fim de ano, estou louco para ir para as festas da capital. Avenida Paulista, baladas, lugares cheios de gente, unidos numa festa de confraternização. Estou empolgado, animado, contando as horas!

Isso tudo seria normal, se eu não fosse um cara antissocial, sim, eu sou, de verdade, aqueles que me conhecem pessoalmente sabem disso. Entretanto, apesar de não gostar das maiorias das festas, sempre tem uma ou outra que eu caio na onda e me divirto como uma pessoal social. Porém, acho que minha visão ao entrar numa balada, por exemplo, deve ser totalmente diferente das demais sociáveis. Eu entro numa balada, com um circulo invisível em volta, que me faz não me importar com as pessoas ao meu redor. Na verdade, nesse momento eu até gosto que a casa esteja cheia, pois assim, me sinto num pontinho em meio a tantos, invisível ao olho de qualquer pessoa, impossível de ser distinguido e identificado no meio da multidão.

Eu prefiro mil vezes ir num local abarrotado de gente, do que ter que frequentar uma festa em família. A atenção que lhe exigem na segunda opção é sempre muito maior.

Ser o centro das atenções nunca é legal, pelo menos não no meu caso.

Outra característica que as vezes atrapalha e muito o antissocial, é no quesito amizades. Eu nunca esqueço meus amigos, porém, nunca consigo manter mais que uma amizade simultaneamente. Apesar que sempre que revejo antigos amigos, a amizade está sempre na mesma intimidade, mas eu acabo sempre na mazela de manter apenas um no meu circulo social de rotina, as vezes dois, três simultaneamente, mas nunca dura muito tempo.

Na maior parte do tempo eu prefiro meus passatempos “antissociais” como cinema, jogar videogames, ler e por ai vai… Mas sempre tem aqueles raros momentos em que eu encontro uma – estranha – maneira de me socializar com as pessoas ao meu redor, a experiência é ótima, quando eu encontro o jeito mais confortável de acontecer. Esse é o meu caso, cada um deve ter sua maneira de se socializar, ou não.

Vídeo

Younger – Quando a idade é um problema?

O envelhecimento é um processo natural da humanidade, entretanto, nem todos sabem lidar. Confesso que sou esse tipo de pessoa. Admiro muito aqueles que conseguem lidar com todas as situações que o passar dos anos podem causar.

Todas essas neuras geradas pelo envelhecimento é abordado com muita criatividade pela série “Younger” do canal norte-americano ZuneTV.

A série retrata  uma mulher de 40 anos de idade, que após se ver velha demais para ocupar um cargo numa empresa de publicidade, decide mudar sua identidade e fingir que possui apenas 26 anos.

Assim, ela deve fingir ser mais nova e isso acarretará vários problemas, como uma nova rotina, novos amigos mais jovens e inclusive um novo namorado.

A maneira como ela lida com todas as situações consequentes é demais!

Isso nos mostra, como as vezes julgamos tão mal uma pessoa precipitadamente. No mais, temos que avaliar, até que nível a personagem principal está errada em seus atos?

Por mais que esta seja uma série de comédia, podemos rir muito com ela sim, mas podemos também tirar várias reflexões sobre decisões que tomamos no rumo da vida, e a maneira que elas nos retornam as consequências.

 

Sob a visão do lobo

– Que episódio foda! – Foi o que eu disse quando terminei de assistir o último episódio de The Walking dead (06×04).

Aos mais atentos já é sabido que a série é cheia de metáforas e analogias, porém esse, para mim foi um dos melhores, principalmente por ver um incrível diálogo com Hermann Hesse, um dos meus autores preferidos.h-um

Assim como no livro O lobo da estepe de Hermann Hesse, temos nesse episódio, um personagem (Morgan) com convicções estabelecidas, que ao se chocar com uma nova realidade se sente perdido nessa nova condição.

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Assim, ele se vê acoado, um intruso na nova realidade, o qual vê apenas um saída para sobreviver, despertar em si seu lado mais primitivo, seu lobo interior.

Deixando de lado tudo que aprendera, ele usa da autodefesa física como uma couraça de sob

revivência, e mata a todos sem distinção, pois é assim que seu lado mais primitivo lhe guia para o seu objetivo.

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Sua libertação veio através de um longo diálogo com o personagem Eastman (Psiquiatra que ele encontra numa cabana), do qual vemos claramente referências a Reich, Freud e Hermann Hesse.

Aos poucos, Morgan percebe que suas limitações só existem devido a seus próprios sentimentos internos, onde suas correntes que o prendiam, na verdade eram correntes imaginárias criadas por sua mente como um sistema de proteção.

couraçaTodos temos um lobo dentro de si, porém devemos domesticá-lo para só emergir quando for necessário.

Atravessando as portas imaginárias é que podemos traçar nossos caminhos e definir quem somos, porém, se não nos despedaçarmos de nossos conceitos e refazê-los a todo instante, entraremos e sairemos pela mesma porta num looping infinito onde sempre estaremos no mesmo lugar.

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Sinta-se livre pra dizer adeus

Estou aqui vendo Cecilia. Uma garota inteligente, amorosa. E que de amor, morria cegamente por Leandro, homem gentil e carinhoso.
Cecilia buscava todas as formas de dizer “Eu te amo”.
Leandro buscava todos os gentos gentis de dizer “Você é a unica em minha vida”.
Encontros ao por-do-sol.
Jantares em restaurantes.
Joelhos sujos de terra.
Choros livres de alegria.
Juras eternas de um amor inabalável.
Mas nunca era o bastante. E Cecília queria sempre mais. Leandro também. Cada vez mais eles buscavam a extravagância para expressar o vazamento incessante de seus corações apaixonados.
Atingindo novos níveis, eles se viram exaustos de tamanho encantamento, e sua paixão fora transformada em descontentamento, pois não conseguiam ir além. Do amor, surgiu a raiva, repulsa, inexatidão de emoções.
Gritos, berros, desvarios e cabeças erguidas de vizinhos curiosos eram o complemento para as discussões que não cessavam.
E foi assim, num momento de extupor, que os dois pararam frente a frente, e disseram em unissono a mesma frase.
“Sinta-se livre pra dizer adeus”.
Nenhum dos dois se mexeu.
E continuaram ali, a se olhar por alguns minutos.
Do silêncio veio um forte abraço, seguidos por beijos de compreensão.
Eles compreenderam, que aquela frase, era a melhor forma de dizer eu te amo.
Não se sentiram presos mais um ao outro, e assim, ficaram livres para se amar para sempre.